DK uma notícia, Adilson!

02/02/2010

Cenas do pior inverno na Dinamarca dos últimos 30 anos!

Filed under: Uncategorized — Adilson J. de Assis @ 15:32

 

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04/11/2009

Palestra com Raul Teixeira na Dinamarca

Filed under: Uncategorized — Adilson J. de Assis @ 13:53
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Palestra espírita em Português, com traducão simultânea ao Dinamarquês.

Palestrante: Raul Teixeira
Data: 24 de Novembro de 2009
Horário: 19-21:30 h
Local: Nørrebrogade 66D – 2200 København N
Contato: geeak_dk@hotmail.com e life.spiritist.society@hotmail.com
Organizadores:

  • GEEAK – Dansk Gruppe for Spiritistiske Studier Allan Kardec
  • Life Spiritist Society

Convite (em Dinamarquês, formato pdf) aqui.

02/11/2009

Typisk brasiliansk frokost (almoço brasileiro típico) – Feijoada na Dinamarca!

Filed under: Uncategorized — Adilson J. de Assis @ 12:02
Tags: , ,

Texto em Dinamarquês (Dansk) e Português (abaixo)

Outlook-dk

Feijoada brasileira (Dansk)

Typisk brasiliansk frokost

Vi inviterer dig og din familie til at prøve en typisk brasiliansk frokost: Feijoada. Den er lavet af kogte sorte bønner, rig på dejlige stykker af svine og oksekød.
Feijoada er ledsaget af ris, hakkede grønkål, ristet grov maniok mel (farofa) og endelig en skrællet appelsin i både.

Traditionelt hjemmelavede feijoada, caipirinhas og Bossa Nova.

Hvornår: 15-Nov-2009
Tid: fra 13 til 17h
Sted: Ragnagade 7, 2100 København
Pris: Buffet med
feijoada, 1 drikke, dessert, kaffe og te, for kun 150 kr. pr person
(gratis for børn op til 10 år)
Betaling: Kun kontant
Drikkevarer:
Caipirinha, rødvin, øl og sodavand (sælges separat)
Organisation: GEEAK (www.geeak.dk) og Life Spiritist Society (www.lifevida.webs.com)
Kontakt: Flavia 30 79 93 48 eller Malu 24 24 92 14
RSVP inden torsdag (12 november 2009) ved feijoadabrazil@gmail.com

Feijoada dos amigos

Venha saborear um pouquinho do Brasil.

Tradicional feijoada caseira regada a Bossa Nova.

Data: 15-Nov-2009

Horário: das 13 às 17h

Local: Ragnagade 7, 2100 København

Preco: Buffet com feijoada completa, 1 bebida, sobremesa, café/chá por apenas 150 kr./pessoa

(criancas até 10 anos não pagam)

Pagamento: não aceitamos cartão

Bebidas: caipirinha, vinho, cerveja e refrigerante (vendidas a parte)

Organizacão: GEEAK (www.geeak.dk) e Life Spiritist Society (www.lifevida.webs.com)

Contatos: Flavia 30 79 93 48 ou Malu 24 24 92 14

RSVP até 5af (12 Nov 2009) no email feijoadabrazil@gmail.com

Outlook

Convite para a feijoada (em Português)

04/08/2009

Produtos orgânicos

okologi_sideVocê alguma vez já comeu cenoura, beterraba ou tomates cultivados numa horta doméstica? Percebeu que elas tinham gosto de “cenoura”, de “beterraba” e de “tomate”?!? Esta pergunta pode parecer estranha a primeira vista, mas só quem já experimentou tais produtos, cultivados com adubos orgânicos e sem o uso de pesticidas, sabe do que estou falando… os produtos “comuns” nos supermercados brasileiros parecem isopor, quando não possuem acentuado gosto de hormônios e pesticidas!

Os produtos orgânicos são muito comuns aqui na Dinamarca: podem ser encontrados com facilidade em qualquer supermercado. Em Dinamarquês, são chamados de økologisk (ou ecológicos). Nos supermercados maiores e mais sofisticados, há prateileiras inteiras, nos diversos setores, só com orgânicos.  Na Alemanha, vi supermercados específicos que só vendem produtos orgânicos!!!

Exemplos de produtos orgânicos do mercado dinamarquês (massa para pão e leite).

Exemplos de produtos orgânicos do mercado dinamarquês (massa para pão e leite).

O valor dos produtos orgânicos aqui é geralmente um pouco maior, mas numa sociedade de alto poder aquisitivo e consciente, prefere-se pagar um pouco mais e ter a garantia de produtos que na sua cadeia produtiva seguem os seguintes princípios:

  • O solo é considerado uma organismo vivo e deve ser revolvido o mínimo possível;
  • Uso de adubos orgânicos de baixa solubilidade;
  • Controle com medidas preventivas e produtos naturais;
  • O mato (ervas daninhas) faz parte do sistema. Pode ser usado como cobertura de solo e abrigo de insetos;
  • O controle de ervas daninhas é preventivo: manual e mecânico (roçadas);
  • Teor de nitrato na planta é baixo;
  • Os efeitos no meio ambientes são positivos: preservação do solo e das fontes de água.

“Para os adeptos do movimento orgânico, um mundo cada vez mais automatizado e dependente da tecnologia não exclui a viabilidade de uma produção sustentável, que respeite o solo, o ar, as matrizes energéticas e principalmente o ser humano.”

Crescimento na vendas de produtos orgânicos na Dinamarca: 1/3 a mais em 2007, quando comparado com 2006. Leite, queijos e ovos são os produtos mais populares.

Crescimento na vendas de produtos orgânicos na Dinamarca: 1/3 a mais em 2007, quando comparado com 2006. Leite, queijos e ovos são os produtos mais populares. Fonte: http://fremtidenslandbrug.dk/?p=35

10 motivos para consumir produtos orgânicos:

1. Proteger as futuras gerações;
2. Prevenir a erosão do solo;
3. Proteger a qualidade da água;
4. Rejeitar alimentos com agrotóxicos;
5. Melhorar a saúde dos agricultores;
6. Aumentar a renda dos agricultores;
7. Apoiar os pequenos agricultores;
8. Prevenir gastos futuros;
9. Promover a biodiversidade;
10. Descobrir sabores naturais.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agricultura_org%C3%A2nica

Massas frescas, outro exemplo de produto orgânico dinamarquês.

Massas frescas, outro exemplo de produto orgânico dinamarquês.

Ah, um detalhe importante! O que diferencia um produto orgânico de seus “irmãos” não é o teor nutritivo, que é praticamente idêntico, mas o respeito no cultivo aos recursos empregados (solo, água, ser humano etc) e a ausência de hormônios e pesticidas nocivos ao ser humano adicionados.

Outro fator importante é sempre lavar muito bem os alimentos, mesmo os orgânicos, pois embora os verdadeiros não possuem pesticidas em suas cascas e folhas, em geral empregam-se adubos orgânicos (fezes de animais curtidas, compostagem etc) na sua producão e isto faz com que possam ter larvas ou ovos de diversos organismos nas suas cascas ou folhas e por isso devem ser bem lavados e desinfetados antes do consumo.

♣ Uma cartilha muito interessante foi desenvolvida pelo governo brasileiro e pode ser acessada aqui.

22/07/2009

Cheese cake “a la dinamarquesa”

hindbærRecentemente estive em Munique na Alemanha e pude degustar uma deliciosa cheese cake (torta de queijo) típica dos EUA numa loja da Starbucks.  De volta à Dinamarca, atravessando o parque que fica no caminho entre minha casa e a universidade, eis que me deparo com uma moita de framboesas (em Dinamarquês, hindbær) selvagens prontas para serem consumidas.

Elas me lembraram então uma cobertura de cheese cake e após ler algumas receitas aqui na internet e verificar que não disponho de todos os ingredientes aqui (claro que os dinamarqueses tem seu próprio cheese cake, mas estou com preguiça de traduzir a lista de ingredientes), resolvi criar minha própria receita, usando produtos típicos na Dinamarca (daí o nome a la dinamarquesa do título), cujo resultado está nas fotos a seguir.

Foto da cheese cake e ao lado outra fruta silvestre comum aqui (não foi usada no cheese cake).

Foto da cheese cake e ao lado outra fruta silvestre comum aqui (não foi usada no cheese cake).

Ingredientes (as quantias dependem da quantia pretendida):

  1. Bolacha maria (Familie Marie);
  2. Musli (mysli);
  3. Achocolatado líquido (usei um matilde);
  4. Margarina ou óleo;
  5. Queijo cottage (Hytteost);
  6. Ovo (Æg);
  7. Açúcar (Sukker);
  8. Fermento em pó (Bagepulver);
  9. Açúcar de Baunilha em pó (Vanillesukker);
  10. Canela (Kanel);
  11. Framboesas (usei silvestres)
Resultado do meu cheese cake "a la dinamarquesa"

Resultado do meu cheese cake "a la dinamarquesa"

Massa-base:

Em uma vasilha grande coloque as bolachas e quebre-as em pedaços pequenos. Misture com o musli, a margarina (ou o óleo), um ovo, um pouquinho de fermento e de baunilha. Use o achocolatado na quantia suficiente para formar uma massa mais dura do que mole. Coloque a massa numa forma untada e com as mãos abra-a, cobrindo todo o fundo e até subir um pouquinho nas laterais, formando uma “cratera de vulcão” onde irá colocar o creme.

Creme:

Misture, com o auxílio de uma batedeira, 2 ovos, queijo cottage, açúcar, fermento em pó, açúcar de baunilha, canela e um pouquinho de farinha de trigo.

Cobertura:

Cheese cake com cobertura de framboesa silvestre.

Cheese cake com cobertura de framboesa silvestre.

Faça uma calda de cerejas com açúcar, engrossada com um pouquinho de farinha de trigo.

Despeje o creme na “cratera do vulcão” (hehehehehehe) e leve para assar em forno médio. Quando estiver assado, despeje a cobertura e bom apetite. 🙂

Agora, julho, é o mês das frutas e flores aqui na Dinamarca, principalmente as frutas silvestres (morangos, cerejas, blackberries, framboesas, e outras que não sei o nome). Tenho visto também nos jardins pés de maçã e de pêra.

Mato florido, em frente à estação de Nærum.

Mato florido, em frente à estação de Nærum.

26/06/2009

Pão de queijo mineiro na terra dos vikings?!?

Um casal (ele dinamarquês, ela tcheca) aqui da DTU tem amigos no Brasil e foram passar uma semana de férias no Rio e em São Paulo em marco p.p. Após voltarem, falaram que tinham provado o irresistível pão de queijo servido no café da manhã do hotel no Rio  e tinham gostado muito… claro que disse a eles que o pão de queijo em Minas Gerais É O MELHOR do Brasil e aí caí numa cilada, pois então eles pediram uma receita, já que moro em Uberlândia (apesar de ser goiano, cabe esclarecer bem este ponto!!!).

A parte mais difícil para fazer pão de queijo aqui é encontrar polvilho (“manioc starch”) e queijo minas meia-cura!!! O polvilho pode-se tentar substituir pelo de batata (o que vou experimentar em breve), mas e o queijo minas, ainda meia-cura??? Os queijos dinamarqueses são todos muito moles para pão de queijo (tipo queijo prato no Brasil, que aliás dizem que foi criado por dinamarqueses que migraram para o sul de Minas, uma adaptacão do queijo Danbo, muito comum aqui… mas este é uma outra estória). A solucão deste complexo problema, pelo menos no que concerne ao queijo minas, na minha opinião, é misturar um pouco de mossarela ralada com baixo teor de gordura (facilmente encontrável aqui) com um pouco de parmesão ralado. A mossarela entra com o volume e a liga e o parmesão com o sabor e cheiro acentuados!

Pão de queijo mineiro (receita para gringo!)

Pão de queijo mineiro (receita para gringo!)

Todo este exercício logístico porque minhas lombrigas são analfabetas e burras e não sabem (ou fazem de conta que…) que não estou mais no Brasil e aqui não tem pão de queijo!!!!

Ah! Surfando na net encontrei este site que vende pão de queijo e pastel de carne congelados (despacha para toda a Dinamarca, a partir de Århus): http://pastelhuset.com/br/book.html

Uma (quase) alternativa ao pão de queijo é este biscoitinho rápido de queijo e kümmel que está no blogue do Ericson:
http://ericsonsantos.blogspot.com/2009/05/biscoitinhos-rapidos-de-queijo.html

Segue abaixo a receita então do genuíno pão de queijo mineiro traduzida livremente por mim ao Inglês… talvez possa ser útil para alguém compartilhar com outros nativos da Dinamarca ou de qualquer outro lugar que entenda Inglês e que um dia tenha provado e gostado deste petisco das terras mineiras…

(more…)

22/06/2009

Frutas, verduras e legumes na Dinamarca

Eu cresci e morei até os 16 anos numa fazenda no interior de Goiás, no município de Itarumã. Lá consumiam-se (e ainda consomem-se) muitas frutas e verduras, aquelas frequinhas e nutridas com adubo orgânico. Acho que foi por isto que adquiri o (saudável) gosto por frutas, verduras e legumes.

Além disto, como sou vegetariano tento incluir no meu cardápio uma boa variedade de  frutas, verduras e legumes (além de fontes de proteína, como leguminosas, castanhas, nozes, ovos, leite e cereais integrais), pois eles são fundamentais para um aporte de nutrientes adequado, incluindo vitaminas, sais minerais, anti-oxidantes, acúcares etc.

Aqui na Dinamarca praticamente todas as frutas e verduras são importadas. Isto ajuda a explicar o preço “salgado” delas. O preço médio de uma banana do tipo nanica, de média a grande, é R$ 1,00 (já convertido)! As mais comuns vêm da América Central e do Sul. Já vi uvas da África do Sul, pêras da Argentina, maçãs do Brasil etc.

Beterraba, só em conserva!

Beterraba, só em conserva!

As verduras/legumes mais comuns e mais baratos aqui são: tomate, alface (tipo cabeça fechada), cenoura, pepino (estilo japonês aí no Brasil, só que maior), pimentão (verde, vermelho e amarelo – os sabores são bem mais suaves, em comparação aos equivalentes brasileiros), cogumelo champignon (cogumelo é verdura?), brócolis (só encontrei aqui o tipo japonês, que aliás eu gosto mais!), repolho verde e roxo (ambos tem folhas bem duras), batata inglesa e rabanete. Outras opções, mais caras, incluem: abobrinha, aspargos, espinafre, aipo, salsão e outros tubérculos que não sei o nome. Cebola e alho são comuns também! Um detalhe: beterraba só se encontra em conserva, como a da foto, e é muito gostosa.

Nas lojas orientais (chinesas e tailandesas) e árabes (turcas e paquistanesas) que ficam atrás da estação central de trem de Copenhague é possível achar banana de fritar, mandioca, farinha de mandioca (comprei e não gostei, pois ela quase não é torrada e tem um gosto de massa crua de mandioca), vários tipos de feijões (que nos supermercados quase só tem em lata, já cozido), lentilhas, ervilhas, grão de bico etc. Arroz é fácil de encontrar em qualquer supermercado, tanto do tipo parboilizado, quanto do tipo oriental que quando cozido fica “unidos venceremos” (bom para fazer sopa ou risoto). Mas prepare o bolso, pois o quilo não sei menos de 4 reais!

As frutas mais comuns e mais baratas são: laranja (bem diferente das brasileiras e muito saborosas), ameixa, pêra, kiwi, maçã (de vários tipos) e morango. Abacaxi e melancia, só compro quando estão em promoção! O abacaxi é o tipo ananás e a melancia geralmente é do tipo sem semente (as uvas também). Esta melancia da foto comprei ontem na promoção, por 15 coroas (uns 5 reais), sendo que o preço normal dela é em torno de 50 coroas (uns 20 reais). Ah! O abacaxi vem com uma etiqueta, igual a que vem nas roupas, ensinando a descascá-lo!!! Acho que até hoje os dinamarqueses ainda o consideram uma fruta muito exótica! 🙂

Exemplo de melancia, abacaxi e laranja.

Exemplo de melancia, abacaxi e laranja.

Há também as frutas típicas da Europa, como mirtilo (“blueberry”),  cereja, framboesa etc, mas aqui elas são bem carinhas!

A variedade de frutas, verduras e legumes, no geral, é muito menor do que no Brasil. Por exemplo, enquanto lá se encontram facilmente vários tipos de abobrinha, aqui só vi um tipo até agora. O mesmo vale para o pepino, laranja, abacaxi etc. Em contraposição, a qualidade é muito superior.

Lugares para se comprar frutas e verduras (veja outras dicas interessantes e endereços web no blogue do Ericson):

  1. Supermercados populares: Netto, Aldi, Fakta, Super Brugsen – a variedade é pequena e a qualidade é aceitável/razoável, em geral superior aos equivalentes produtos brasileiros; é onde se encontra o menor preço;
  2. Supermercados mais sofisticados: Føtex, Irma, Super Best – a qualidade geralmente é de muito boa a excepcional, os preços são mais altos e há uma boa variedade;
  3. Quiosques (ou Kiosk): há aqueles com foco em frutas e verduras (como o da foto), com bancas expostas nas calçadas, geralmente a qualidade é muito boa e os preços são equivalentes aos dos supermercados tipo 2; há também os quiosques tipo mercearia, bem pequenos, que geralmente abrem todos os dias (os supermercados tem horário de funcionamento bem reduzido e não abrem aos domingos, exceto o primeiro de cada mês);
Exemplo de um quiosque de frutas e verduras.

Exemplo de um quiosque de frutas e verduras.

Todo supermercado faz promoção toda semana (incluindo todos os produtos) e a diferença de preço é enorme, quando o produto está em promoção! Vale a pena passar pelas páginas na web dos supermercados e olhar os artigos em promoção (ou passar numa loja e pegar o livrinho).

Pague com dinheiro; cartões de crédito, geralmente só com chip e a maioria dos estabelecimentos só aceitam o Dankort, um cartão de crédito da Dinamarca. Alguns estabelecimentos cobram taxa extra por usar cartão, então sempre é bom perguntar antes.

Há uma boa oferta de produtos orgânicos também, porém são mais caros, aliás, bem mais caros!!! São chamados aqui de “ecológicos”, e vão de frutas, verduras, legumes a farinha de trigo, de centeio, aveia, sopas, geléias etc.

18/05/2009

Flashes da maneira de pensar escandinava

Filed under: Uncategorized — Adilson J. de Assis @ 11:27

Trechos do “The New York Times”, 18/05/2009

“Os EUA e a Inglaterra não têm senso de culpa”, disse Anders Aslund, especialista em Escandinávia no Instituto Peterson para Economia Internacional em Washington. “Mas na Noruega, em vez disso, há um senso de virtude. Se você recebe muito, você tem uma responsabilidade.”

Eirik Wekre, economista que escreve roteiros no tempo livre, descreve os sentimentos dos noruegueses em relação à dívida com as seguintes palavras: “Não podemos gastar esse dinheiro agora; seria como roubar das gerações futuras.” [se referindo também aos enormes lucros que a Noruega obtém do petróleo, revertidos em investimentos, e não usados em ostentação desnecessária]

“O homem mais forte é aquele que se mantém sozinho no mundo”, dramaturgo norueguês Henrik Ibsen.

“Como socialista, sempre disse que o mercado não é capaz de regular a si mesmo”, disse ela [ministra das finanças da Noruega, Kristin Halvorsen]. “Mas até eu fiquei surpresa com o tamanho do fracasso”. [referindo-se à atual crise do capitalismo à la EUA]

07/05/2009

DTU – informações gerais para quem pensa em vir para cá

Filed under: Uncategorized — Adilson J. de Assis @ 17:39

A DTU provê vários servios/facilidades para quem pensa em vir para cá estudar, trabalhar/estagiar/estudar no verão, fazer pesquisa etc. Vou tentar resumir algumas que possam ser do interesse geral e que as vezes não são fáceis de achar ou estão disponíveis apenas para os usuários internos.

Moradia estudantil

O aluguel na Dinamarca é caro e escasso na região de Lyngby. Morar longe tem o custo do transporte, que também não é barato (um vale-transporte de um mês de Lyngby para o centro de Copenhague custa 720 DKK/Coroa Dinamarquesa). A bicicleta é um bom meio de transporte, mas tem a questão do inverno longo e rigoroso. O ideal é tentar as moradias disponíveis dentro do próprio campus da DTU. São várias, sendo que as 4 principais são:

  1. Kampsax Kollegiet – use o tradutor do google para versões em inglês (melhor tradução) ou português
  2. Andelskollegiet
  3. Villiam Demant Kollegiet
  4. Campus Village

(more…)

30/04/2009

Os pães na Dinamarca

Filed under: Uncategorized — Adilson J. de Assis @ 15:05

Para um “pão-ófilo” assumido como eu, não poderia deixar de incluir uma postagem falando um pouquinho acerca dos pães na Dinamarca!

O tipo mais comum de pão aqui, uma espécie de marca registrada nacional, é o rugbrød ou pão de centeio! Ele é tão importante para os nativos que até a Embaixada da Dinamarca no Brasil inclui receitas dele no seu sítio!! Além do uso da farinha de centeio, é comum o interior conter grãos inteiros deste cereal ou outros grãos, como por exemplo, sementes de girassol. O pão fica bem úmido e pesado, sem ser compacto. Aliás, este é um segredo que tenho que aprender, pois no Brasil, quando fazia pão de centeio usando somente farinha de centeio, ele não crescia quase nada! Tenho que descobrir o que os dinamarqueses fazem para ele crescer…

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Diz-se em geral que os estrangeiros não gostam do rugbrød e por outro lado os dinamarqueses sentem muito sua falta quando estão fora. Eu, particularmente, gosto muito deste pão, em todas as suas variantes. Além de saboroso e nutritivo, contém um alto teor de fibras e necessita ser mastigado sem pressa, a fim de triturar bem a massa, o que faz a percepção do sabor dele se aguçar mais.

Há pães de farinha branca também, que chamam de pão francês, embora não tenha o formato característico dos nossos no Brasil. Há ainda uma grande variedade de pães integrais, mais leves que o rugbrød e todos (ou quse) cobertos com grãos, cada um mais delicioso do que o outro!!!

No almoço, os nativos costumam comer o Smørrebrød ou fatias de rugbrød cobertas com manteiga, batatas cozidas, salames, queijos, peixes e frutos do mar, pepino etc. Em resumo, é um sanduíche frio e aberto usando o rugbrød como “base”. As variantes são imensas e eu tenho minhas próprias coberturas, todas vegetarianas, obviamente!!! A seguir, alguns exemplos dos smørrebrøds “genuínos”.

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